Miguel Cadilhe foi, hoje, o convidado do Grupo Parlamentar do PSD para a sua reunião semanal. Com a independência e irreverência que o caracterizam, não poupou nas palavras para apontar o dedo às políticas erradas que o País tem seguido desde há largos anos. E que têm conduzido o País para o estado comatoso em que se encontra.
Contudo, o mais estimulante na sua intervenção é a capacidade de não ficar pelo diagnóstico (que é o que faz a maioria dos ilustres economistas da nossa praça). Cadilhe apresenta soluções, propostas coerentes, programas de acção.
Hoje reafirmou, com grande solidez, a necessidade de uma Reforma do Estado, financiada por vias externas ao Orçamento de Estado. Dá o exemplo dos lucros que advêm da venda de reservas de ouro. Apoiou o Miguel Frasquilho na ideia do choque fiscal. E enfatizou a sua última batalha: Portugal deve assumir, nos termos do definido no Pacto de Estabilidade e Crescimento, que se encontra em "recessão grave", para assim poder adoptar medidas anticíclicas de carácter extraordinário, que possam conduzir o País a um movimento de recuperação face aos nossos parceiros europeus.
Foram duas horas muito interessantes de reflexão e debate. |