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Em boa hora a SEDES, respeitada pela sua isenção política, lança este alerta aos responsáveis políticos deste País que, por vezes, parecem demasiado alheados do país real em que os portugueses vivem.

A situação é verdadeiramente dramática. O País está a começar a enfrentar uma crise social de dimensões imprevisíveis. Vive-se um "difuso mal estar".

Mas este Documento deve ser um visto como um sério aviso a toda a sociedade.

Depois do diagnóstico, é hora de pôr mãos à obra!

 

O Presidente da República tem assumido de forma irrepreensível a "cooperação estratégica" com o Governo, tal como se comprometeu com os portugueses.

Contudo, sendo esta busca constante do "ponto de equilíbrio" um exercício muito delicado, é natural que possam surgir excepções à regra.

Na minha opinião pessoal, perante a degradação acentuada do ambiente - de desmotivação e instabilidade - que se vive nas nossas escolas, o Presidente da República deveria ter intervindo com maior assertividade.

No actual contexto, as suas palavras no Colégio Militar soam a uma estéril ambiguidade.

É sabido que as decisões do Governo na área da Educação (algumas até grosseiramente ilegais) têm merecido uma distraída aceitação acrítica de Belém. Mas o ponto de crispação a que se chegou - insustentável para quem vive o quotidiano das escolas - não pode ser mais negligenciada pelo Presidente da República.

Até porque essa crispação se deve - em grande parte - à atitude do Primeiro-Ministro e da Ministra "criada à sua imagem e semelhança".

Se um Presidente não serve para intervir nestes momentos, em que a qualidade do ensino que é ministrado às nossas crianças e jovens se está a deteriorar perigosamente, serve para quê? 

 
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