As expectativas realistas para o próximo ano são profundamente negativas. À escala global, o tempo é de incerteza. Por cá, o tempo é de preocupação e até de angústia para as classes mais desfavorecidas. A crise que vivemos vai penalizar todos, naturalmente. Mas terá um impacto particularmente brutal naqueles que menos podem. As injustiças sociais vão aumentar. E a "governação à vista" do Governo, numa lógica meramente reactiva, vai penhorar as futuras gerações e retardar a nossa recuperação.
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